Por Michelle Veloso
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| (Foto: Divulgação Internet) |
O voto
direto é um direito de todo cidadão brasileiro, acima de 16 anos, adquirido ao
longo da história. É também uma obrigação eleitoral que se estende até a quem
não é alfabetizado, mas nem sempre foi assim. Esse ato de democracia adquirido
ao longo dos anos da história do Brasil, sempre foi alvo de muita cobiça, seja
dos coronéis de antigamente, ou dos governantes da atualidade. É através dele,
que o conjunto formado pelo povo brasileiro exerce a cidadania e delega aos
seus representantes o poder de decidir pelo bem da maioria.
As
primeiras eleições brasileiras datam da época do Brasil Império, quando o país
se tornara independente de Portugal e a fraude eleitoral já era uma constante.
O início do século XX foi marcado pelo período áureo do coronelismo, onde o
eleitor levava de casa o voto já anotado num papel, com o nome do candidato
indicado pelo coronel, para depositar na urna eleitoral. O coronel fornecia o
transporte para seus “eleitores” se dirigirem às seções eleitorais e em alguns
casos também, a cédula eleitoral já preenchida com o nome do candidato.
Lembrando que grande parte desses “eleitores” era analfabeta, numa época em que
eles não podiam votar. Daí é que se derivam os chamados “currais eleitorais”.
O voto
eleitoral, feito por meio de abuso da autoridade dos coronéis, ficou
popularmente conhecido como “voto de cabresto”. Essa prática ainda é reconhecida, de certa forma, nos dias atuais, quando o candidato se
utiliza da máquina pública em favor da própria reeleição ou até mesmo para
eleger um candidato indicado por ele, induzindo os funcionários contratados por
período, a votar dessa forma, em troca da permanência no emprego. “É um
fenômeno arcaico da nossa sociedade. Não deixa de ser a procura por um messias,
pronto a resolver os problemas da nossa demanda”, comenta o cientista político
Arnaldo Dantas.
O cenário
político muda radicalmente após a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas
assume a presidência. O Código Eleitoral Brasileiro passa a vigorar, em 1932 e
o voto secreto passa a ser garantido por lei. A migração da população do campo
para as cidades, também contribuiu para o enfraquecimento do coronelismo. Em
1996, as chances de fraude eleitoral diminuem significativamente, por meio do
voto na urna eletrônica, que agora está presente de norte à
sul do país.

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